Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, divulgou o resultado da segunda Pesquisa de Origem-Destino da Região Metropolitana de Campinas.
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A pesquisa tem por objetivo conhecer o padrão de deslocamento, em razão das características socioeconômicas, da população dos 19 municípios que compõem a RMC, mapear a localização espacial dos polos de produção, a motivação de viagens (emprego, escola etc.), além de fornecer informações para formulação de politicas públicas.
É segunda vez que o governo do Estado realiza a Pesquisa de Origem-Destino Domiciliar e Cordon Line na Região Metropolitana de Campinas. A primeira foi realizada em 2003.
O censo aconteceu de outubro de 2011 a maio de 2012, período em que foram entrevistados 31 mil motoristas nas rodovias de acesso à região e moradores de 12.000 domicílios.
Resultado da OD
No total de 4.746.347 viagens, o município de Campinas é o que concentra o maior número delas. Ao todo são gerados dois milhões de viagens por dia, correspondendo a 42% do total de viagens geradas na RMC.
A pesquisa aponta que a maior parte das viagens ocorre dentro dos municípios ( 84,2%).
Observar-se também que há uma alta concentração de viagens no modo individual motorizado (44%) em detrimento ao transporte coletivo (34,4), o que sugere que a mobilidade na RMC se deve especialmente às viagens em automóveis.
Nas características de viagens, os índices de mobilidade total (relação entre o número de viagens pelo total de habitantes de determinada área) e motorizada sofreram acréscimo no período de 2003 a 2011. A primeira passou de 1,58 para 1,73 viagens por pessoa; ou seja, houve um acréscimo de 9% na mobilidade geral. Já a segunda, índice de mobilidade motorizado, cresceu 24%, de 1,01 para 1,25 viagens por pessoa.
A mobilidade por modo motorizado (soma das viagens por modos coletivo e individual) sofreu acréscimo devido ao aumento de 34% no uso do carro para os deslocamentos. Em 2003, o índice era de 0,56 passou em 2011 para 0,76 viagens por pessoa.
A pesquisa mostra que houve um aumento de 12% do uso do modo coletivo de 0,45 a 0,50 viagens por habitante, no período de 2003 a 2011.
Já a mobilidade não motorizada (soma das viagens a pé e por bicicleta) sofreu uma queda, passando de 0,57 para 0,43 viagens por pessoa; ou seja um decréscimo de 24%.
Essa variação de preferências no modo de deslocamento principalmente pelo individual é por conta da renda familiar, principal variante relacionada à mobilidade. Quanto maior a renda familiar, maior o número de viagens diárias realizadas por pessoas, aponta a pesquisa.
A pesquisa é o principal instrumento de coleta de informações sobre mobilidade, servindo de base para os estudos de planejamento de transportes.