Região Metropolitana de Campinas – RMC
A Lei Complementar Estadual nº 870, de 19 de junho de 2000, cria a Região Metropolitana de Campinas e autoriza o Poder Executivo a instituir o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas - Condesc, uma autarquia e o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano da Região Metropolitana de Campinas - Fundec.

A Agência Metropolitana de Campinas - Agemcamp foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 946, de 23 de setembro de 2003, vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum nesta região. A Agemcamp foi transferida para a Secretaria de Economia e Planejamento pelo Decreto Estdual nº 51.460, de 1º de janeiro de 2007.
Os municÃpios que formam a RMC têm em comum, com os da Região Metropolitana de São Paulo, o fato de terem se originado de povoados utilizados como pousos para a intensa atividade de interligação entre o porto de Santos e o interior do Brasil, rota de bandeiras e entradas e trilhas de tropeiros. Formaram-se geralmente ao longo de importantes rios usados na circulação de pessoas e mercadorias, durante o Brasil colônia. Mas, há também muitos municÃpios que, ao final do século XIX e inÃcio do XX, foram criados como colônias organizadas para receber migrantes estrangeiros, responsáveis por grandes avanços na tecnologia de uso da terra, de plantio e ainda na indústria iniciante. Tal migração foi viabilizada especialmente em vista da infra-estrutura ferroviária criada para o escoamento da produção cafeeira da região, utilizada posteriormente para a fixação dos centros urbanos das colônias de migrantes.
Mas, é inegável que, no decorrer do século XX, a região expandiu-se com o transbordamento do crescimento da RMSP, especialmente em decorrência da facilidade de comunicação rodoviária entre as duas regiões, que dispõem do melhor sistema rodoviário brasileiro a interligá-las.
A Região Metropolitana de Campinas - RMC é formada por 19 municÃpios, sendo 18 polarizados direta ou indiretamente por Campinas. Representa 1,47% do território do Estado, tem uma área de 3.673 km2, concentrando 6,7% da população estadual. A economia é baseada na indústria de ponta e no tecnopólo de pesquisas em informática e biotecnologia que se beneficiam da presença de centros universitários de excelência, fazendo da região um importante centro terciário paulista.
Campinas, como tecnopólo brasileiro, além de centro da região, concentra enorme quantidade de empresas e institutos de pesquisa vinculados à produção de alta tecnologia, como indica a presença no municÃpio da Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas - Ciatec, além de duas importantes universidades - Unicamp e PUCCamp. O tecnopólo campineiro estende-se a Hortolândia que abriga o condomÃnio industrial Tech Town.
O segundo pólo regional é Americana, em função do desenvolvimento, qualidade e diversificação das atividades comerciais, industriais e de serviços, localizada na sub-região mais desenvolvida da região, que inclui, ainda, a Refinaria do Planalto, o pólo petroquÃmico de PaulÃnia. Nesta sub-região, circunvizinhos a Americana e PaulÃnia, os municÃpios mais industrializados, estão também Hortolândia, Nova Odessa, Sumaré, Santa Bárbara d'Oeste e Monte Mor.
Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Pedreira, Valinhos e Vinhedo têm na indústria sua principal atividade econômica, mas há também significativa presença de serviços diversificados, nas áreas de turismo rural, ecológico e de negócios nesses municÃpios.
Artur Nogueira, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra e Santo Antônio da Posse têm como atividade principal a agropecuária, exercida com a utilização de alta tecnologia.



