Retrospectiva histórica dos transportes em São Paulo

Plano Integrado de Transportes para 2020 - Pitu 2020

Este texto é parte do primeiro relatório do Plano Integrado de Transportes para 2020 - Pitu 2020, publicado em 1999.

O Pitu, inicialmente desenvolvido para a Região Metropolitana de São Paulo, tem passado por diversas revisões, foi extendido para as regiões metropolitanas da Baixada Santista e de Campinas, e continua sendo o norte dos projetos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

fotometro

O que estava esparso se aglutina

O século XX se inicia e a província de São Paulo cresce.

O transporte organizado surge, primeiro puxado a burros, logo a energia elétrica.

O café traz a riqueza que vai financiar a indústria.

Ao longo das linhas férreas surgem as primeiras fábricas, agregando as moradias populares, vilas e cortiços.

A fala do povo da província se mistura à dos imigrantes. Surge a fala paulistana.

"Versignos":
Quando vejo uma minina,
Fico lógo paxonado!
Dô uma ogliada p’ra ella,
I vô saino di lado."

Juó Bananére
(candidato à Gademia Baulista de Letras)

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Colocação de trilhos na estação da Luz, 1902

Os trilhos mudam o dia-a-dia da cidade.

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Praça da Sé, 1916.
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Bonde de operários, 1916.

Nos bondes circulam pessoas e mercadorias.

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Transporte do abatedouro de carnes, 1912.
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Avenida Paulista e bairro do Pacaembu, 1935.

Sodades de Zan Paolo

Tegno sodades lá da Pontigrandi,
Dove di notte si vá dá um giro,
I dove vó spiá come n’un speglio.
As bellas figlia lá du Bó Ritiro.

Juó Bananére
(candidato à Gademia Baulista de Letras)

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Passaporte de família de imigrantes.

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Lazer a beira do rio Pinheiros.

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Regatas no rio Pinheiros.

O rio, caminho natural,

é local de lazer e esporte da população, mas já disputa espaço com a cidade. g10
Enchente de 1929 na avenida Cidade Jardim.

O espaço se organiza

A gente paulistana dobra de número de um século para o outro.

Camadas sociais médias se avolumam, ávidas por bens diferenciados.

Os carros importados começam a chegar.

O futuro se enuncia e é preciso antecipar, fazer planos.

Nos fins dos anos 1920, a Light lança a proposta de linha de metrô. Não vingou.

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Bonde em São Paulo.

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Passeio no centro de São Paulo na década de 20.

O automóvel ganha o gosto popular e corridas na avenida Paulista.

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Corrida de carros, 1924.
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Estacionamento de carros na praça da Sé, anos 20.

Tem início a disputa,

entre o transporte coletivo e o individual.

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Colisões nas ruas de São Paulo.

Metrô em duas perspectivas:

o projeto da Light...
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Perspectiva do metrô da Light, largo São Bento, 1920
e do consórcio HMD, quatro décadas depois.
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Perspectiva da estação São Bento, 1968.

A cidade que eu quero

Desenhos e frases de crianças sobre a cidade desejada para o futuro
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Engenho e arte: a ciência do espaço

A cidade ganha novos traçados.

Surgem avenidas perimetrais, de fundo de vale, caminhos que ligam Penha a Lapa, Santana ao Ipiranga, cruzando o centro.

A cidade vai se tornando cosmopolita.

Chegam os primeiros trólebus.

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Plano de avenidas do prefeito Prestes Maia, 1935.

Nove de Julho: o plano e a obra concluída

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Projeto do túnel Nove de Julho, 1935.
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Túnel Nove de Julho: Vista do Jardim do Trianon, década de 40.

Meio século depois da chegada dos trólebus os trens espanhóis da CPTM fazem o mesmo caminho.

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O Porto de Santos recebe os primeiros trólebus.
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Chegada de trens da CPTM no porto de Santos, 1998.

A urbe se comunica

A imigração nordestina se intensifica. Na década de 50 chegam mais 100 mil a cada ano.

Tudo vira caminho. Os rios, retificados, ganham as marginais.

Rodovias e ferrovias estimulam ocupações de espaços mais distantes.

Os limites dos municípios se povoam e desaparecem.

Começam os estudos para a construção do metrô da São Paulo.

"Quando vim do sertão, seu moço,
Do meu Bodocó,
A malota era um saco
e o cadeado era um nó.

Só trazia a coragem e a cara,
viajando no pau de arara.
Eu penei, mas aqui cheguei."

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Chegada de nordestinos na rodoviária de São Paulo.

E ficou acirrada a disputa por espaço na cidade entre os transportes coletivos. E entre os de carga também.

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Congestionamento em avenida de São Paulo, anos 50

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Colisão de bonde com ônibus, anos 50

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Porteira para passagem de trens no bairro do Brás

Coletivo x Individual

Transporte para muitos...

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Cartaz de divulgação do papa-fila.

Transporte para poucos...

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Propaganda da Romi-Isetta, 1956.

Transporte para alguns...

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Serviço de lotação por caminhão na cidade de São Paulo, década de 50.

E quanto aos bondes: e eu com a Light?...

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Bonde na praça da Sé, década de 50.

Relatório HMD - Rede básica e de expansão do metrô, 1968.

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Para elaborar os estudos das obras do Metrô de São Paulo,
foi aberta concorrência internacional que selecionou o consórcio HMD,
associação de duas empresas alemãs (Hochtief e Deconsult) e da brasileira Montreal.
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A metrópole se transforma

Tudo vira metrópole. Até na lei, criada que foi a Região Metropolitana de São Paulo.

A ferrovia, de carga, vira caminho de passageiros das periferias distantes para o centro metropolitano.

A construção do metrô traz novos desafios para a engenharia nacional.

Locais tradicionais da cidade ganham nova aparência.

Projetos do metrô incorporam planos de urbanização e novos conceitos de integração dos transportes, mudando hábitos e valores da população.

A EMTU inicia a operação de um moderno corredor de ônibus, que liga o município de São Paulo aos municípios do ABC.

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Integração ônibus-metrô, agosto de 1976.

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Corredor de ônibus São Mateus-Jabaquara, primeiro trecho, 1988.

"Eu disse a ela que trabalhava de engenheiro.
Que o metrô de São Paulo
estava em minhas mãos.

E que se desse tudo certo,
seria a primeira passageira,
na inauguração."

Triste margarida,
música de Adoniram Barbosa.

Implosão do edifício Mendes Caldeira,
Praça da Sé, 16/11/75.
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O novo é valorizado, enquanto a velha ferrovia se degrada.

Trens de subúrbio em São Paulo - início dos anos 1990

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A metrópole transborda

É criada uma única operadora de trens de passageiros, a CPTM.

Novas regiões metropolitanas surgem agregadas à metrópole paulista.

Baixada Santista (já instituída), Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba formam com São Paulo uma macrometrópole.

É implementado um programa - Pitu - que estabelece uma rede estrutural de transportes e prevê a elaboração de um plano de mais longo prazo - o Pitu 2020, com o desafio de construir os transportes para um pólo econômico moderno e eficiente e para uma cidade boa de se viver.

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Trem da CPTM - anos 1990

A cidade que queremos

Uma metrópole competitiva:

economicamente diversa, líder, com funções partilhadas com as regiões vizinhas, cidade mundial.

Uma metrópole saudável:

com desenvolvimento sustentável, menos desníveis sociais, propiciando o desenvolvimento integral do homem, usando racionalmente os recursos naturais.

Uma metrópole equilibrada:

ampliando funções dos pólos sub-regionais, e atividades de cultura e lazer no centro metropolitano revitalizado.

Uma metrópole responsável:

sem descontinuidade nos programas e metas, com mecanismos de gestão eficientes.

Uma metrópole cidadã:

dando oportunidade de vida digna a todos os seus habitantes que terão acesso a bens e serviços e serão conscientes de sua cidadania e identidade metropolitana.
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Os transportes na metrópole em 1997

O privilégio do transporte individual.

Viagens por coletivo diminuem dando lugar às viagens de automóvel que são metade das motorizadas.

Viagens por modo coletivo são duas vezes mais caras e 2,3 vezes mais demoradas que as viagens de automóvel.

Cresce o transporte por lotação - muitas vezes clandestino - fazendo diminuir o transporte por ônibus.

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Av. Radial Leste

A perversidade do antigo modelo dos transportes

As pessoas de baixa renda:

  • tinham 2,3 vezes menos mobilidade que a população de alta renda;
  • perdiam mais tempo para se deslocar: seu tempo de viagem era 32% maior que o tempo de viagem dos ricos;
  • pagavam 25% mais caro pelo transporte;
  • tinham oito vezes mais dificuldade em chegar aos bens e serviços urbanos.
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A metrópole pararia se nada fosse feito

  • As viagens por automóvel crescem 69% em 2020 em relação a 1997.
  • A participação das viagens por coletivo cai de 51% em 1997 para 46% em 2020.
  • O tempo gasto com viagens de automóvel cresce cerca de 20% em relação a 1997.
  • A velocidade do trânsito no centro expandido na hora de pico diminui 15%.
  • A concentração de monóxido de carbono no centro expandido aumenta 32%.
  • A população de baixa renda diminui em 21% sua possibilidade de acesso aos bens e serviços urbanos.
  • O custo das viagens de automóvel cresce 51%, devido à queda da velocidade do trânsito.
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Elevado Costa e Silva

A metrópole se aproxima do que queremos com o Pitu 2020

A metrópole estará mais competitiva, com o aumento da acessibilidade:

  • a mobilidade recupera condições do final da década de 70;
  • dobram as facilidades de acesso aos bens e serviços;
  • amplia-se o alcance das viagens motorizadas;
  • a velocidade das viagens cresce 20% e a do trânsito no centro expandido aumenta 16%, diminuindo os congestionamentos.
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A metrópole estará mais saudável com a melhoria do ambiente urbano, especialmente para a população de baixa renda que:

  • tem o dobro a mais da mobilidade atual (1997);
  • tem três vezes mais facilidades de acesso aos bens e serviços;
  • tem 30% a mais de velocidade nas suas viagens.
  • No centro expandido, a concentração de monóxido de carbono diminui 35% e também diminui o ruído.
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A metrópole estará mais equilibrada, com a melhoria do atendimento aos pólos regionais onde:

  • triplicam as facilidades de acesso;
  • aumenta 25% a velocidade das viagens;
  • quadruplicam as facilidades de acesso ao centro histórico de São Paulo;
  • aumenta 52% o número de viagens coletivas com destino ao centro histórico.
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A metrópole estará mais responsável, com mais eficiência econômica:

  • porque a sociedade ganha, em tempo, um valor equivalente a 40 bilhões de dólares ao longo dos próximos anos.
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A metrópole estará mais cidadã, com a melhoria da qualidade de serviço:

  • reverte-se a tendência de queda da divisão modal a favor do coletivo que chega a atingir 60% das viagens motorizadas;
  • aumenta 35% a velocidade das viagens coletivas;
  • amplia-se em 38% o raio de alcance das viagens por modo coletivo;
  • aumentam significativamente as viagens integradas auto-coletivo.
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